MUSEU DA CULTURA CEARENSE (MCC)

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O Museu da Cultura Cearense (MCC), do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura – CDMAC, é um museu de cultura e patrimônio populares dedicado a pesquisar, preservar e comunicar as expressões culturais do Ceará — visuais, escritas, orais, objetuais e sonoras. Reconhece a cultura como um processo vivo, plural e historicamente situado, e atua na valorização e difusão do patrimônio cultural cearense.

Princípios centrais:

  • A diversidade cultural como base da identidade cearense.

  • O patrimônio cultural é entendido como um campo vivo, que reúne dimensões materiais e imateriais.

  • A participação social em todas as etapas do trabalho museológico.

  • A educação como diálogo entre diferentes formas de saber.

  • A inclusão e acessibilidade como fundamentos estruturantes.

  • O fortalecimento da memória, identidade e autoestima das comunidades.

  • O museu como rede de articulação entre instituições, grupos e comunidades para circulação de saberes.

O Museu da Cultura Cearense, originalmente criado como Memorial da Cultura Cearense, redefiniu sua proposta para ampliar sua função social. Por meio de escuta e participação de grupos culturais, pesquisadores e educadores, consolidou-se como:

  • Centro de referência da cultura cearense, articulando território, memória e criação contemporânea.

  • Espaço de produção de conhecimento, que questiona múltiplas narrativas e conflitos presentes na história e cultura do Ceará.

  • Rede viva de articulações, conectada a diferentes regiões do estado e a contextos nacionais e internacionais.

Sua missão é difundir, valorizar e promover o acesso ao patrimônio cultural cearense, destacando sua diversidade por meio de pesquisa, preservação e comunicação, com foco na inclusão e no desenvolvimento sociocultural.

Seus objetivos estratégicos incluem:

  • Apresentar e analisar criticamente a cultura cearense em toda sua complexidade.

  • Garantir acesso democrático à cultura e fortalecer a participação social.

  • Valorizar práticas culturais e conectar o Ceará ao Brasil e ao mundo.

  • Integrar pesquisa, preservação e comunicação em diálogo com comunidades.

  • Estimular cooperação entre instituições e grupos culturais.

  • Incentivar pesquisa, formação, memória social e fortalecimento das identidades culturais.

Equipe:

Valéria Laena – Gerente de Museus
Márcia Bitu – Coordenadora do Museu
Regina Oliveira – Supervisora Administrativa-Financeira
Amadeusa Batista – Supervisora do Núcleo de Ação Educativa
Magda Mota – Supervisora do Núcleo de Acervo
Carlos Viana – Assistente de Acessibilidade
Lara Lima – Assistente de Acessibilidade
Fernando Marques – Técnico de Conservação e Restauração
Lissa Cavalcante – Analista de Ação Educativa
Raony Bernardo – Assistente de Ação Educativa
Alice Guedes – Assistente de Ação Educativa
Danieli Nascimento – Assistente de Ação Educativa
Eliude Sena – Assistente de Ação Educativa
Luiza Farias – Assistente de ação Educativa
Lua Mousinho – Assistente de Ação Educativa
Rian Nunes – Auxiliar de Ação Educativa
Kamila Menezes – Auxiliar de Ação Educativa
Samuel Breno – Auxiliar de Ação Educativa
Pedro Lee – Auxiliar de Ação Educativa

Horário de Funcionamento

  • Quarta a sábado: 9h às 19h (entrada até 18h30);
  • Domingos e feriados: 10h às 20h (entrada até 19h30).

 

Local: 

Rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema, Fortaleza/CE

(2º andar do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura)

Contatos:

Entrada gratuita

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Vaqueiros 
Exposição de longa duração

Inaugurada em 28 de abril de 1999, a exposição de longa duração Vaqueiros, localizada no piso inferior do Museu da Cultura Cearense, é o carro-chefe do MCC e já recebeu mais de 1 milhão de visitantes, compondo o circuito cultural de turistas e moradores da cidade. Nela, encontram-se elementos que possibilitam rememorar e reconstruir o que, tradicionalmente, compreende-se como cultura sertaneja. A exposição etnográfica tem curadoria de Margarita Hernandez e resulta de pesquisa coordenada pela historiadora Valéria Laena no período de 1998-1999, com equipe multidisciplinar formada por museólogos, antropólogos, historiadores, documentalistas e fotógrafos em expedição pelo sertão cearense.

A pesquisa gerou um acervo de cerca de 130 peças, formando a coleção Vaqueiros que compõem uma museografia permeada de fotografias da vegetação da caatinga, retratos de vaqueiros (as); de instalações (casa do ferreiro, casa do seleiro, casa de vaqueiro, cercas, chocalhos, casarões de Icó-CE, sons do aboio); de vestimentas de couro (gibão, chapéu, luvas e botas de couro); utensílios domésticos de couro (cama, bancos); de utensílios de trabalho (marcas de ferrar, selas, chicotes, carros de boi); além de vídeo da vaquejada, e de elementos de festividade e religiosidade (máscaras de reisado, imagens de santos). Desta forma, os diversos públicos reconhecem o vaqueiro enquanto personagem simbólico na história e cultura cearense, oriundo de contexto social onde surgiram e se fixaram costumes e saberes oriundos de intrínseca relação com o sertão; identificam suas referências culturais; enriquecem com novos saberes, reflexões, emoções; viajam pelas manifestações de religiosidade e festividades; e testemunham a habilidade com o artesanato do couro, as práticas da cria e da derrubada do gado.

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