Acessibilidade

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Desde 2020, o CDMAC vem avançando rumo a uma maior inclusão, debatendo a importância da acessibilidade nos espaços culturais e realizando um grande volume de ações que dão protagonismo a pessoas com deficiência e que lançam uso de recursos de acessibilidade, como interpretação de Libras, audiodescrição e descrição de imagens em posts, com legenda alternativa ou com uso da hashtag #PraTodosLerem. O CDMAC segue com processos formativos com temáticas voltadas para acessibilidade (em palestras ao vivo, cursos e oficinas), ações de difusão tendo como protagonistas pessoas com deficiência (espetáculos cênicos, exposições, cursos, debates); e ainda conteúdos de mediação e comunicação acessíveis.

Além da disponibilização de intérpretes de Libras na grande maioria de ações virtuais, desde a liberação da retomada da programação no Teatro Dragão do Mar, a programação majoritária conta com intérpretes de Libras. Pessoas com deficiência também integram o quadro de colaboradores do CDMAC, entre profissionais com deficiência intelectual, motora, visual e auditiva. 

Cinema para todos 

Em cumprimento à Lei Federal nª. 14.009/2020, a qual dispõe sobre a acessibilidade para pessoas com deficiência nas salas de cinema, o Cinema do Dragão foi equipado para garantir que todas e todos tenham acesso à experiência cinematográfica. Dessa forma, as salas 1 e 2 passaram a oferecer, além de espaços físicos adaptados (com rampas, banheiros acessíveis e espaço reservado para pessoas obesas e em cadeira de rodas), a exibição de filmes com subtitulação por meio de legenda descritiva oculta, janela com intérprete de Libras e audiodescrição. Esses recursos estão disponíveis para a maioria dos filmes que estreiam em circuito comercial, especialmente na produção nacional: todos os filmes que tenham recebido financiamento público federal a partir de 2015 são dotados com as funcionalidades citadas (conforme IN n.º 116/2014 da Ancine). 
Semanalmente, o Cinema do Dragão informa em sua programação os aplicativos para celulares onde os recursos de acessibilidade de cada filme estão disponíveis. 

  • Em caso de necessidade, disponibilizamos para empréstimo tablets e fones de ouvido na bilheteria do Cinema. Esses equipamentos são disponibilizados ao público para acesso aos recursos de acessibilidade como Libras, Audiodescrição e Legendas Descritivas (LSE) dos filmes em cartaz, por meio dos aplicativos MovieReading, MLOAD, PingPlay e Greta.

  • Dispomos de abafadores de ruído para pessoas neurodivergentes. 

  • Nossas salas contam com poltronas para pessoas com obesidade e espaço para pessoas em cadeira de rodas. 

  • Em termos de acessibilidade arquitetônica, as salas do Cinema do Dragão dispõem de rampas e banheiros acessíveis. 
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Projeto Acesso

Com o Projeto Acesso, o Museu da Cultura Cearense vem contribuindo, desde 2006, para o despertar de uma consciência voltada à inclusão. Desde sua criação, o projeto possibilitou a participação de aproximadamente 5.000 pessoas com deficiência e 1.500 profissionais de museus e da cultura em diversas ações de pesquisa, formação e mediação.

A iniciativa sociocultural surgiu a partir da percepção da reduzida presença de pessoas com deficiência no Museu da Cultura Cearense, aliada a contínuas observações, reflexões e pesquisas sobre o papel social dos museus. O Projeto Acesso foi concebido para incluir, respeitar e fortalecer processos identitários e vínculos culturais, promover sentimentos de pertencimento e autonomia, garantir a participação ativa das pessoas com deficiência como protagonistas no campo museológico e contribuir para a formação de profissionais comprometidos, com atitudes sensíveis e solidárias.

Durante o período de isolamento social, o Museu da Cultura Cearense realizou diversas lives que deram protagonismo a pessoas com deficiência. Entre elas, destaca-se a série “Narrativas sobre Acessibilidade a Museus”, que contou, em um de seus encontros, com a participação de Vanessa Vidal, primeira candidata surda a concorrer ao título de Miss Brasil, que levou a pauta da inclusão ao tradicional concurso de beleza. Em bate-papo ao vivo no canal do Dragão do Mar, Vanessa compartilhou suas experiências no Projeto Acesso.

As ações do Projeto Acesso concentram-se nas áreas de pesquisa, educação e comunicação. São desenvolvidas pesquisas de público, formação tanto do público-alvo quanto de mediadores de museus, além da oferta de exposições e atividades culturais. A equipe é composta por profissionais com e sem deficiência — seguindo a premissa do movimento “Nada sobre nós sem nós” — e por instituições socioeducativas, como universidades, escolas e organizações da sociedade civil.

Nos últimos dezoito meses, foram realizadas mais de 50 ações educativas voltadas à promoção da acessibilidade. Essas ações incluem o uso de recursos como audiodescrição, descrição de imagens, interpretação em Libras/Português e legendas, além da ampliação do debate sobre educação inclusiva, diferentes tipos de deficiência e temas relacionados à saúde mental.

No campo da comunicação, além das exposições, diversos meios são utilizados para promover interação e diálogo: mediações educativas, serviços, estratégias de divulgação, atividades em ambientes virtuais e o uso de tecnologias acessíveis que favorecem o protagonismo, a autonomia e a participação ativa dos públicos.

A exposição de longa duração “Vaqueiros”, assim como as exposições temporárias do Museu da Cultura Cearense, propicia relações afetivas com o museu e oferece recursos que contemplam a diversidade de públicos. Com objetos e instalações voltados à apreciação multissensorial, espaços amplos que permitem livre circulação e recursos expográficos adaptados, as exposições buscam garantir autonomia, interatividade e fruição. Entre os recursos utilizados estão textos e legendas em Braille, letras ampliadas, maquetes táteis, vídeos em Língua Brasileira de Sinais, imagens táteis e audiodescrição, desenvolvidos a partir do diálogo entre a equipe do Projeto Acesso, colaboradores com deficiência, educadores, artistas, curadores e demais envolvidos.

Entre 2006 e 2019, foram realizadas mais de 50 exposições temporárias acessíveis, algumas com protagonismo do público-alvo do projeto, como a exposição de brinquedos criados por Celso Nascimento (2008), “Na ponta dos dedos” (2010) e a exposição dos jovens do grupo Neurodiversos da Casa da Esperança (2019). Destacam-se também centenas de debates e encontros, em âmbito local e nacional, sobre museus, deficiência e acessibilidade; a apresentação da experiência em conferências, congressos e seminários; e a publicação de livros, dissertações e artigos acadêmicos, consolidando o projeto como uma referência de relevância nacional e internacional.

Interessados em integrar o Projeto Acesso podem entrar em contato pelo e-mail projetoacesso@gmail.com ou pelo telefone (85) 99985-3160.

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Mobilidade

Inaugurado em 1999, o CDMAC foi criado em um contexto anterior à atualização da NBR 9050, norma técnica regulamentada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para garantir a acessibilidade em edificações, mobiliários e espaços urbanos a pessoas com deficiência. Desta forma, o complexo cultural, que possui mais 14,5 mil metros quadrados de área construída, vem passando por adequações, de modo a atualizar o espaço para melhor receber não apenas pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, mas também idosos, gestantes, recém-operados e obesos.

O CDMAC dispõe de rampas de acesso com corrimão na entrada principal (onde também há sinal sonoro para travessia de deficientes visuais), na Praça Verde e nas imediações da Praça Almirante Saldanha, contornando o Planetário Rubens de Azevedo, e na área do Ateliê dos Museus. Também existe um elevador em frente ao Museu de Arte Contemporânea do Ceará e uma plataforma elevatória para pessoas com dificuldade de locomoção, além de piso podotátil ao longo de todo o complexo cultural.